domingo, 17 de abril de 2011

Juvêncio e Nitinho avaliam situação da oposição e querem João candidato em Aracaju

Vereadores de oposição acham que ex-governador João Alves tem chances reais de vitória, mas precisa se articular. Juvêncio diz que sem João, DEM caminhará para processo de extinção. Nitinho vê competitividade também em Mendonça
Que caminhos a oposição em Aracaju tomará com vistas ao pleito municipal de 2012? Entre os dois únicos vereadores que formam a pequena bancada na Câmara da capital, há um consenso: o ex-governador João Alves Filho, DEM, deve ser o candidato. Tanto Josenito Vitale, o Nitinho, como Juvêncio Oliveira, ambos do DEM, veem em João o nome com possibilidade real de vitória e capaz de dar novo fôlego ao partido, que passa por um processo de esvaziamento, principalmente em âmbito nacional.

Mais convicto em sua argumentação, Juvêncio acredita que o ex-governador é o único com força suficiente para derrotar o grupo que hoje governa Aracaju. Caso contrário, ele diz que a situação do DEM só tende a piorar. "Ninguém quer viver constantemente perdendo eleição. Hoje só existe um nome capaz de manter o DEM vivo em Sergipe e é João Alves Filho, caso ele venha a ganhar a eleição. Se isso não ocorrer, não tenho dúvida que vamos partir para o processo de extinção", avalia.

Mais ponderado, Nitinho vê no deputado federal Mendonça Prado, DEM, um nome também com condições de representar a oposição de forma competitiva na disputa pela prefeitura da capital. "Os nomes que estão favoritos dentro do DEM e entre a população são: João e Mendonça. João tem uma história e Mendonça foi muito bem votado em Aracaju em 2010 e se cacifou como um dos nomes mais fortes para disputar prefeitura", avalia. Outros nomes do partido como José Carlos Machado e Pedrinho Valadares também são citados por Nitinho como possíveis candidatos.

"NÃO SABEMOS FAZER"
No entanto, os dois vereadores concordam que é preciso desenvolver um trabalho focado de oposição para que o grupo ganhe musculatura suficiente para a corrida eleitoral do próximo ano. Nitinho diz que a oposição deve trabalhar com 'ética, com a verdade, respeitando os adversários e sem desespero'. "Temos que mostrar uma proposta dentro do nosso limite, do que é possível realizar. Precisamos ter respeito pra falar a verdade. Não podemos ser como Edvaldo, que todo o ano, vem à Câmara, faz inúmeras promessas e não cumpre nenhuma", ressalta.

Para Juvêncio, o DEM pode se recuperar, mas 'tem que ser um trabalho rápido e bem feito'. "A oposição é o melhor lugar para se fazer política. É onde se tem mais espaço", afirma. Todavia, ele assume que os demistas não conseguiram ainda desenvolver um trabalho consistente contrário aos que estão hoje no Governo. "Parece-me que ainda não nos acostumamos a fazer oposição. Nós não sabemos fazer um trabalho bem feito de oposição, de sermos críticos contumazes do Governo para derrotar uma administração. Nós não fomos treinados para isso", admite.

"SÓ MUDOU DE NOME"
E é por conta dessa dificuldade em se afirmar como oposição que o DEM passa hoje por um processo de redução de seus quadros, avalia Juvêncio. A saída do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif, da sigla, além de outras lideranças, tornou ainda maior a crise vivida pelos demistas. "Acho que o DEM tentou uma oxigenação há alguns quando mudou de nome, mas oxigenação não pode ser apenas na mudança de letras, mas na mudança de ações, de nomes e isso não aconteceu", ressalta.

Na ótica de Nitinho não há possibilidade do DEM ser extinto. "O partido tem grandes líderes, como ACM Neto, Agripino Maia e João Alves. Kassab saiu porque foi à procura de um espaço político novo, atrás de um projeto nacional de poder, que é o projeto de Dilma Rousseff. Ali é para tirar um pouco do poder do PMDB em nível nacional. Muitas lideranças do PMDB poderão ir pra este partido de Kassab, que se tornará um forte aliado da presidente", afirma.


Matéria publicada originalmente no Cinform

Um comentário:

luis196155 disse...

Foi-se o titulo de ‘’Capital da qualidade de vida do Nordeste’’

Não me recordo de a imprensa sergipana e nem mesmo os políticos da oposição terem dado atenção ao Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal – IFDM 2010, no que tange a situação da nossa querida Aracaju. Porém, como é de notório conhecimento da sociedade sergipana, o desempenho de Aracaju no IFDM 2009 (1º lugar entre as capitais do Nordeste) foi efusivamente comemorado e explorado pela atual administração municipal. A expressão ‘’Capital da qualidade de vida do Nordeste’’ se fez presente em quase todas as campanhas publicitárias da prefeitura, no decorrer de 2010.
Uma breve apreciação no IFDM 2010 sugere-nos desconfiar que a derrota de Déda em Aracaju, na última eleição para governador, tem muito a ver com a administração de Edvaldo Nogueira, por mais que tentem dizer que não. Vamos aos números:



Ranking das Capitais localizadas na Região Nordeste (2010)

Cidade Capitais BR
Natal 11º
Teresina 12º
São Luis 13º
Recife 14º
Aracaju 16º
João Pessoa 20º
Salvador 21º
Fortaleza 23º
Maceió 24º
Fonte: IFDM 2010

Ranking das capitais localizadas na Região Nordeste (2009 e 2010)
Cidade Nacional
2009 2010
Natal 300º 252º
Teresina 308º 267º
São Luis 377º 274º
Recife 290º 289º
Aracaju 257º 400º
João Pessoa 423º 556º
Salvador 671º 639º
Fortaleza 587º 650º
Maceió 582º 797º
Fonte: IFDM 2009 e 2010