quarta-feira, 29 de junho de 2011

No twitter, Jackson comenta eleições 2012 e manda adversários tomarem cuidado com o "papocar antecipado dos foguetes"

As twitadas do vice-governador Jackson Barreto (PMDB) são sempre carregadas de bom humor, polêmicas e comentários que rendem boas análises. Hoje, ele twitou sobre uma conversa que teve com o senador Valadares (PSB) sobre a disputa eleitoral de 2012 em Aracaju, que promete ser uma das mais disputadas dos últimos tempos. Falou também sobre uma suposta pesquisa que lhe coloca em condição de empate com o ex-governador João Alves (DEM) num cenário improvável de disputa pela prefeitura da capital.

Disse Jackson: “Estou pulando de alegria sem me preocupar com a fogueira de São João. Vi o meu nome numa pesquisa em Aracaju, empate técnico com João Alves”. Sobre o assunto, prosseguiu o vice-governador fazendo referências a Luís Gonzaga. “Me lembrei da volta de Luís Gonzaga ao sertão, quando apesar do sucesso, os amigos e familiares cantarolavam para o velho Lula: ‘Luís, respeita Januário, você pode ser famoso, mas seu pai é mais tinhoso, e com ele ninguém vai’”.

Mas, Jackson tratou logo de encerrar a possibilidade de ser ele o candidato da base aliada. “Só que eu não deixo a vice nem com os oito baixos do véio Januário. Quero agradecer esse carinho do povo para com meu nome. E usarei isso a favor do candidato do nosso projeto”, afirmou. E disse mais: “Aos nossos adversários, cuidado com o papocar antecipado dos foguetes, para não terem que amanhã apanhar as flechas”.

Depois disso, o vice-governador e líder do PMDB no Estado contou como se deu a conversa com o senador Valadares. “O senador Valadares me perguntou em Brasília como eu analisava a sucessão municipal em Aracaju. O senador foi correto, não manifestou preferência por nenhuma candidatura. Quis saber se eu tinha um projeto para garantir o sucesso em 2012”, detalhou.

E prosseguiu: “Respondi prontamente: senador, quando você foi candidato a governador do Estado, em 86, qual era a sua situação nas pesquisas, na capital? Como estava o seu adversário, nas pesquisas e qual foi o resultado da eleição na capital?, perguntei ao senador Valadares”.

De acordo com Jackson, a resposta do senador foi a seguinte: “Eu perdia em Aracaju, o adversário estava na frente, com 62% e terminei ganhando por 9 pontos”. Sendo assim, o vice afirma que disse a Valadares que “nós sabemos que era outro momento e o nosso prestígio era diferente de hoje, mas trabalhamos harmonicamente, Governo do Estado e Prefeitura de Aracaju, de forma coordenada na periferia da capital e o resultado foi a ampla vitória”.

Para Jackson, “a população da periferia continua esperando uma ação conjunta do Estado e do município”. Neste sentido, o vice-governador afirma que não vê muito mistério e frisa que está disposto “a repetir como o velho Vandré: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Certamente, a um ano e três meses da eleição não é possível afirmar categoricamente que o jogo da disputa pela prefeitura de Aracaju já está decidido. Como bem disse Jackson, há muitos cenários a se considerar. Ainda não há candidato definido por parte da base e o grupo ainda não trabalha em unidade por um nome.

Em relação a conversa com Valadares, a teoria apresentada por Jackson não é nova. Ele tem reiterado repetidas vezes que o caminho da vitória está na periferia, com Governo e prefeitura trabalhando em conjunto para concluir obras e garantir apoio da fatia da população que, certamente, é uma das mais insatisfeitas com as atuais administrações.

E a fala de Jackson se encerra com um trecho da mais famosa canção de Geraldo Vandré: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Válida para os dois lados da disputa – oposição e situação – não há tempo a se perder e é preciso fazer a hora e desenvolver ações que repercutam positivamente sobre as possíveis candidaturas. Esperar acontecer é se utilizar de um expediente perigoso: o da soberba. E pelo que se viu em 2010, este não é um bom caminho.

Um comentário:

Diógenes de Souza disse...

N entendo absolutamente nada de política. Mas é desolador saber que essas pessoas estão mais preocupadas com o poder do que em cumprir sua função essencial.