Pular para o conteúdo principal

“Queremos que Aldo Rebelo entre em acordo com o Governo e não quebre os consensos", afirma Márcio

Responsável pelo reinício das discussões em torno do novo Código Florestal, o deputado federal Márcio Macêdo (PT) tem participado ativamente das negociações finais para que o projeto final que será levado ao plenário da Câmara Federal nesta quarta-feira, 4, absorva as propostas de consenso apresentadas pelo Governo Federal. O substitutivo do código, que tem como relator o deputado federal Aldo Rebelo (PC do B) possui uma série de pontos polêmicos que, segundo Márcio Macêdo, prejudicará, de forma substancial, o meio ambiente. Durante toda esta quarta-feira, os deputados estão discutindo o tema.

Desde o início desta semana, o parlamentar sergipano tem cobrado do relator do projeto um texto final que respeite, na mesma medida, o meio ambiente, o agronegócio e a agricultura familiar. Ele tem participado das discussões sobre o código junto à bancada do PT na Câmara, com ministros, com o presidente da Câmara, deputado federal Marco Maia, com o relator Aldo Rebelo, com a bancada do PV e com a ex-ministra Marina Silva. Na proposta apresentada na segunda-feira, Aldo Rebelo fez algumas alterações em consonância com as determinações do Governo Federal. Ainda assim, vários pontos ficaram em aberto e com interpretações diversas, que poderão prejudicar as florestas brasileiras.

“O que queremos é que o deputado Aldo possa entrar em acordo com o Governo e não quebre os consensos. Ele diz que incorporou 95% das propostas. Que bom, mas, infelizmente, deixou 5% essenciais dos consensos de fora”, ressaltou. Para Márcio, o novo projeto deve estar “a favor do povo brasileiro do presente e das futuras gerações para garantir um Código Florestal que atente para a produção agrícola, mas com respeito aos recursos naturais”, disse.

Pontos problemáticos Durante a última reunião do Grupo de Trabalho sobre o Código Florestal, Márcio Macêdo elencou quatro pontos que ainda são problemáticos no novo projeto. São eles: a definição de reserva legal, a proteção às áreas de preservação permanente, o conceito de agricultura familiar e a estadualização do código. “Estou muito preocupado com alguns pontos que ainda não estão de acordo com o que foi discutido entre o deputado Aldo e o Governo Federal”, afirmou Márcio.

De acordo com Márcio, o texto de Aldo incorpora várias reivindicações relacionadas à manutenção das áreas de proteção permanente em margens de rios na extensão atual que é de 30 metros. “No entanto, o projeto das áreas de interesse social com a inclusão das áreas de produção de alimentos. Assim o texto fica muito solto, porque, a depender da interpretação, desfaz tudo o que foi feito anteriormente”, criticou.

Outro problema encontrado pelo deputado é o estabelecimento de dois conceitos de pequena propriedade. “Há o conceito de pequena propriedade rural e o de posse rural familiar. Não sei qual é o que irá valer”, reclamou. Há ainda dois outros pontos, considerados por Márcio Macêdo como “cascas de banana”, que são a alteração das questões que dizem respeito à anistia de desmatadores e a definição dos módulos fiscais.

“No novo texto não há retirada da anistia dos delinqüentes ambientais, mas sim uma reedição. É preciso atenção para não dar anistia aos que praticaram dolo contra o meio ambiente”, alerta. Quanto aos módulos, Márcio disse que o cálculo final estabelecido pela nova proposta é pouco claro e não atende ao que foi consensuado entre Aldo Rebelo e o Governo.

Por fim, Márcio disse que “fica extremamente preocupado” com a possibilidade de municipalizar o código. “É inaceitável transferir para os municípios a responsabilidade de definir questões ambientais, que são nacionais. Imagine como ficará o país com mais de 5,5 mil municípios autorizados a desmatar as nossas áreas?”, afirmou.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Erotização da música influi na precocidade sexual da criança

É comum vermos crianças cada vez mais novas cantando e dançando ao som de refrões carregados de sexualidade, utilizando roupas e calçados impróprios para essa fase. As músicas erotizadas se tornam febre entre meninos e meninas em todo o país, mesmo sem muitas vezes terem conhecimento do que estejam ouvindo ou dançando. Mas qual a influência dessas músicas no desenvolvimento da criança? De que modo a letra de uma canção pode influenciar o comportamento infantil?

Para a psicóloga Aline Maciel, músicas de cunho apelativo com letras que tratem de sexo estimulam a iniciação sexual precoce entre meninos e meninas. Segundo ela, “músicas com uma carga sexual muito forte aliadas a coreografias sensuais fazem com que as crianças tenham acesso a elementos que não são adequados a sua faixa etária, induzindo comportamentos inadequados”.

O artigo A música e o Desenvolvimento da Criança, de autoria da Doutora em Educação Monique Andries Nogueira, atesta que a música tem um papel importante nos aspect…

Lambe-sujo e Caboclinhos: a cultura viva

A força de uma cultura se revela na capacidade de agregar, envolver e orgulhar. Em Laranjeiras, isso se concretiza durante a “Festa do Lambe-Sujo”, folguedo sergipano encenado todos os anos no 2º domingo de outubro.


No folguedo, os negros (lambe-sujos) lutam contra a tentativa dos índios (caboclinhos) de destruírem os quilombos.



A partir das imagens captadas pela fotojornalista Ana Lícia Menezes é possível perceber o quão forte é a cultura local e a crença no folguedo. Carregado de simbolismo, o folguedo envolve crianças, jovens e adultos, que se apossam da história da terra para se divertir, se alegrar e manter viva a cultura.

Logo cedo, os lambe-sujos se espalham pela cidade, desde a entrada até a praça central de Laranjeiras. Assim, demarcam território e mostram que estão prontos para o combate. Em maioria, os lambe-sujos também ocupam a área próxima à igreja, onde recebem a benção do padre, antes de iniciar os embates.



Fortalecidos pela oração e crentes em sua fé, os lambe-sujos estã…

Um olhar para 2008

“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no
limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e
entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra
vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra
diante vai ser diferente."
(Carlos Drummond de Andrade)


Recebi esse texto ontem pelo orkut como parte de uma mensagem de felicitações pelo novo ano que está por iniciar e me pus a pensar na verdade que ele transmite.

Todos temos a necessidade de ver nossas esperanças e sonhos sendo renovados. Todo indivíduo precisa planejar, desejar, acreditar. Planejar uma vida diferente, o início de um novo projeto. Desejar ascensão profissional, aprovação no vestibular ou em um concurso público. Acreditar em novo amor, em um novo tempo. Acreditar no fim da violência, na prevalescência do amor e da paz sobre toda a Terra, por mais que isso pareça utóp…