terça-feira, 17 de maio de 2011

Mulher do milagre de irmã Dulce se diz surpresa com repercussão

VALTER LIMA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE MALHADOR (SE) 

A sergipana Cláudia Cristiane dos Santos Araújo, agraciada com um milagre atribuído pela Igreja Católica a irmã Dulce (1914-1992), se diz "surpresa" com a repercussão da divulgação de seu nome, na sexta-feira (13) passada.

Funcionária pública no município de Malhador (52 km de Aracaju, SE), Cláudia foi curada de uma hemorragia pós-parto em 2001 depois de já ter sido desenganada pelos médicos.

A cura veio após o padre José Almi de Menezes rezar e pedir a intercessão de irmã Dulce, conforme a versão referendada pelo Vaticano.

Apesar de a Igreja já ter reconhecido o milagre no ano passado e considerá-lo parte do processo de beatificação da freira brasileira, o nome de Araújo era mantido em segredo até a última semana.

Em entrevista à Folha, Cláudia disse estar muito feliz com o reconhecimento da Igreja, mas afirmou que não esperava tanta repercussão.

"Eu sabia que a irmã Dulce seria beatificada, mas não pensei que jornalistas iriam me procurar para falar sobre isso, tanto que, na sexta-feira, eu fui trabalhar normalmente", explica a servidora, que trabalha na biblioteca municipal de Malhador.

Ela relatou que, antes de ter sido curada da hemorragia, nunca havia ouvido falar de irmã Dulce e que não conhecia a história da religiosa --que praticava caridades desde a adolescência. "Não sabia nada sobre Dulce", disse.

Além disso, Cláudia conta que não se recorda da conversa que o padre Menezes disse ter mantido com ela no hospital na época do parto.

"Eu não lembro do que ocorreu no hospital. Quando eu acordei, não sabia nem se meu filho havia nascido. Fiquei o tempo inteiro inconsciente", afirma.

De acordo com o padre, quando ele se encontrou com Cláudia no hospital, ela estava acordada e ouviu dele um pouco da história da religiosa, que será oficialmente beatificada em uma missa a ser realizada no próximo domingo, em Salvador (BA).

"Eu conversei com ela e falei de irmã Dulce, que poderia ajudá-la, que era só preciso ter fé. Disse também que irmã Dulce necessitava dela para que se realizasse um milagre, para ser beatificada, e ela precisava da benção de Dulce para ficar curada. Ela teve fé e começou a apresentar algumas melhoras", afirma o padre.

Cláudia afirma que, após a cura, conheceu mais da história de irmã Dulce e hoje se diz uma devota da freira. "Agradeço muito pelo que ocorreu".

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