domingo, 10 de abril de 2011

Principal suspeito de atentado contra ex-presidente do TRE-SE é morto

VALTER LIMA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE ARACAJU

O principal suspeito de ter sido o mandante do atentado contra o então presidente do TRE-SE (Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe), desembargador Luiz Mendonça, em 18 de agosto do ano passado, o empresário Floro Calheiros, foi morto pela Polícia Federal na madrugada deste domingo (10). A informação é de que ele tentou furar um bloqueio policial, quando foi atingido.

Calheiros estava foragido da polícia sergipana desde dezembro de 2008, quando fugiu de um hospital particular, onde estava internado. Ele foi morto em uma troca de tiros que se iniciou em Tocantins e que prosseguiu até o município de Barreiras, na Bahia, quando Calheiros foi atingido.

Um sobrinho dele, o também foragido Lucas Calheiros, e um outro integrante do bando foram mortos. O filho de Calheiros, Fábio Calheiros, levou um tiro e foi encaminhado para um hospital do município de Gurupi, em Tocantins. De acordo a assessoria da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, houve um primeiro confronto em Tocantins, mas Calheiros conseguiu fugir.

Ao tentar furar um bloqueio policial em Barreiras, já na Bahia, o foragido foi atingido. Os policiais que participaram da ação devem falar amanhã sobre o caso.

ATENTADO

O atentado contra o presidente do TRE-SE ocorreu em 18 de agosto do ano passado. O carro que levava o desembargador Luiz Mendonça para o trabalho foi alvejado por cerca de 30 tiros de armas de diferentes calibres. Ele foi atingido no ombro por estilhaços provocados pelos disparos.

O motorista do presidente, cabo da Polícia Militar Jailton Batista Pereira, foi baleado várias vezes e ficou internado por quase dois meses em estado grave. Hoje, ele já está em casa, mas ainda não recuperou todos os movimentos do corpo.

O atentado ocorreu na avenida Beira Mar, na zona sul de Aracaju. O principal suspeito, segundo a polícia, era o empresário Floro Calheiros, que tinha sido preso por participação em um crime de queima de urnas no município sergipano de Canindé do São Francisco, em 2001.

À época, o Ministério Público determinou a intervenção no município e promotores realizaram uma força-tarefa, descobrindo, no final das investigações, um esquema de desvio de dinheiro. O desembargador Luiz Mendonça participou da intervenção.

Em novembro do ano passado, a polícia Sergipana já havia capturado os quatro homens envolvidos no atentado, que confessaram o crime. Todos eram ligados ao grupo.

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