quinta-feira, 14 de abril de 2011

"Defendo que o mandato seja dos mais votados", diz Eduardo Amorim

REFORMA POLÍTICA EM DEBATE

Terceiro parlamentar sergipano a falar sobre a Reforma Política neste blog, o senador Eduardo Amorim, PSC, afirma que "o momento é de reformar e inovar deixando o processo mais claro e menos subjetivo". Ele defende ainda "que o mandato seja dos mais votados, portanto o fim do processo proporcional que vigora até hoje. Seriam eleitos os mais votados, independentemente de partido ou coligação".

Amorim se diz ainda favorável ao financiamento pública de campanha: "Sou favorável a igualdade em todos os sentidos nas campanhas". Ele também se coloca a favor da unificação das eleições municipais, estaduais e dederais, desde que haja extensão dos mandatos.

Valter Lima - Na sua opinião, o sistema político brasileiro carece realmente de uma reforma? Por que?
Eduardo Amorim -
Sim. Porque boa parte da nossa normatização é ainda da primeira metade do século 20, por exemplo, o sistema proporcional foi criado pelos europeus e o nosso país adotou com a constituição de 46. Hoje é um sistema questionado e que o momento é de reformar e inovar deixando mais claro e menos subjetivo.

Valter Lima- Quais as bandeiras que o senhor defende no processo de reforma política?
ED –
Defendo que o mandato seja dos mais votados, portanto o fim do processo proporcional que vigora até hoje. Seriam eleitos os mais votados, independentemente de partido ou coligação. É o modelo usado nas eleições majoritárias, para Presidência, Governos estaduais e Senado. Defendo que o mandato do Poder Executivo seja iniciado não no dia 1º, e sim no dia 10, como temos uma proposta no Senado, para que permita que autoridades de outros países prestigiem esse momento tão importante da democracia brasileira, entre outros pontos.

Valter Lima - Que orientações estão sendo repassadas pelo PSC aos seus parlamentares sobre a reforma?
ED –
O Partido Social Cristão tem debatido internamente os processos da Reforma Política, porém ainda não fechamos e ainda não temos um consenso sobre essas ideias. A tendência do PSC será apóia o distritão, mas ainda não concluímos e os debates irão acontecer nos próximos dias.

Valter Lima - O senhor é favorável ao voto proporcional em lista? E o financimento público de campanha? O que acha do fim da reeleição e a unificação das eleições?
ED –
Sim. Agora se ele será em lista ou não o partido é quem deve discutir esse ponto internamente. Quanto ao financiamento sou favorável a igualdade em todos os sentidos nas campanhas. Sou favorável a unificação das eleições se houver a extensão do mandato.

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