sexta-feira, 4 de março de 2011

João irá 'desenvolver a oposição'?

Depois de algum tempo recolhido após a derrota para a presidente eleita Dilma Rousseff, PT, o ex-governador de São Paulo, José Serra, PSDB, voltou aos holofotes da imprensa ao fazer críticas ao novo Governo e ao trocar farpas com o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, pela internet. Questionado sobre seu futuro político, Serra afirmou que sua preocupação é fortalecer o partido e 'recriá-lo nos Estados em que ele não existe ou é muito fraco' e desenvolver um trabalho de oposição.

Em Sergipe, a oposição caminha no esteio da vitória em Aracaju e tendo como principal interlocutor o deputado federal Mendonça Prado, DEM, que já foi candidato a prefeito da capital em 2008 e que sonha em voltar à disputa em 2012. As críticas de Mendonça são duras. Começaram primeiro contra os próprios aliados, que não votaram fechado na chapa da oposição. Agora, o deputado federal se volta pra Déda. Foi contra o governador que ele engrossou o discurso na semana passada.

Enquanto isso, filiados do DEM e lideranças aliadas acompanham os passos do genro de João Alves e aguardam o retorno do líder da oposição. Querem que ele seja o protagonista de 2012. Sabem que não podem forçar, mas irão pressionar até o último instante. E para a oposição, o prazo é julho deste ano. O objetivo é lançar João candidato o mais rápido possível. Os opositores de Déda e Edvaldo sabem que não podem dar fôlego ao grupo na capital. Por isso, a antecipação.

No entanto, resta saber se João Alves está disposto a desenvolver a oposição em Sergipe, assim como pretende Serra, em âmbito nacional. E não falta trabalho para o líder do DEM. O partido precisa se fortalecer, deve começar a trabalhar em unidade e avançar na construção de quadros fortes e competitivos nos municípios, sem perder o foco de que carece de um discurso novo, de projetos novos. Se não for assim, não há condição suficiente para alterar a linha da administração política na capital, como sonham os demistas.

Texto publicado originalmente no Cinform na edição 1450 (que circulou entre os dias 24 e 30 de janeiro), enquanto estive assinando interinamente a coluna Cinformando.

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