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"Nem de longe sou tão bom quanto Lula, mas nem ele conseguiu resolver tudo em quatro anos", diz Déda

No primeiro Cinform Convida, o governador Marcelo Déda foi sabatinado por 1 hora e 30 minutos por estudantes, empresários, sindicalistas e jornalistas. Déda fez uma avaliação do atual mandato (em muitos momentos soou como uma prestação de contas) e apresentou propostas para a sua continuidade no Governo (mantendo o discurso da mudança). Educação, Saúde, Economia e Turismo foram os temas principais. A seguir os principais trechos da entrevista (a íntegra está disponível na edição do Cinform desta semana):

Vitória de 2006 e reeleição: "Eu venci ao lado de um grupo de partidos e lideranças as eleições de 2006 com um objetivo muito nítido: mudar a política de Sergipe. Queríamos mudar porque os grupos que dominavam a cena política do Estado já contavam com mais de 40 anos de dominação. Mas a tarefa de transformar Sergipe não é fácil, para que se consiga cumprir em quatro anos. Eu nem de longe sou tão bom quanto Lula, mas nem ele conseguiu resolver tudo em quatro anos. Ele precisou de dois mandatos para consolidar esse novo modelo de Brasil. Sou candidato a reeleição porque quero continuar essa obra de transformação e mudança, para devolver Sergipe aos sergipanos", disse.

Educação (o assunto foi tratado sob os mais diversos aspectos: falta de professores, investimentos em escolas técnicas, expansão do ensino superior e reforma das escolas): "Não temos o número de professores diante das novas demandas e não tivemos como fazer concurso. Este é um problema grave que não conseguimos resolver ainda. Fizemos contratações temporárias para reduzir esse problema. Mas o governador que for eleito terá que fazer concurso", afirmou.

Universidade estadual: "Não acho uma boa política criar uma universidade estadual, porque não há recursos. Sergipe já gasta mais de 25% na Educação. O problema não é se o Estado tem mais uma faculdade e sim se tem mais vagas", explicou.

Saúde: O governador/candidato afirmou que “melhoramos muito o Huse”. “Realizamos a maior reforma da história. E por isso, tivemos problemas porque reformamos sem parar o serviço. Dizem que eu derrubei o hospital infantil, mas isso não é verdade. Só havia o prédio, sem nenhum equipamento. Quando chegamos e fizemos a reforma, tiramos e colocamos algumas enfermarias para o prédio vazio e colocamos o hospital infantil para outro local. Concluiremos a obra e vamos trazer o hospital infantil para dentro do Huse e equipá-lo. Saúde dá dor de cabeça e não se resolve de uma hora pra outra. Quando tivermos 14 hospitais funcionando, entre regionais e estaduais, nós vamos ter uma melhora significativa, porque reduziremos a demanda sobre o Huse”, disse.

Hospital do Câncer: "O projeto já foi entregue ao ministro da Saúde. Ao invés de ser um departamento do hospital João Alves, ele deve ser autônomo. Vamos lutar pra conseguir os recursos."

Secretaria de Turismo: "Durante a crise, preferi extinguir a secretaria a cortar investimentos, que é o fundamental. Agora, com a economia melhorando, a gente poderá abrir novas secretarias, mas do ponto de vista gerencial do Governo, a grande ação foi a reabertura da Empresa Sergipana de Turismo.”

Centro de atividades culturais: Marcelo Déda disse que existe a proposta de transformar o espaço do Arraiá do Povo, que é montado durante o mês de junho na Orla de Atalaia, em um local voltado para a divulgação da cultura sergipana. "Ao invés de montarmos o cenário, construiríamos uma vila definitiva, um centro de tradições sergipanas", defendeu.

Privatização do Banese/ realização de um plebiscito para discutir a questão: "Não privatizarei o Banese. Eu confio no programa de Governo que construí e não remeterei projeto pedindo plebiscito, porque eu não penso em vender. Eu não vou trazer para agenda do debate justamente o que eu não quero."

Segurança Pública:Marcelo Déda afirmou que no atual mandato a prioridade foi reequipar a polícia, reformar as delegacias e melhorar salários. A meta para uma nova gestão, caso ele seja reeleito, será aumentar o número de policiais. "O próximo passo é o aumento do contingente", disse.

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