segunda-feira, 26 de julho de 2010

Déda na frente, mas com João encostando

Os números divulgados pelo Dataform na edição desta semana do jornal Cinform mostram Marcelo Déda estabilizado na casa dos 40% e João Alves logo atrás com 37% - três pontos a mais do que em junho. Mesmo tão próximos, não há possibilidade de segundo turno, diante da ausência de outros candidatos competitivos. O novo governador de Sergipe (que não é novo independente de quem ganhe) será definido no dia 3 de outubro, data do primeiro turno das eleições.

O cenário desenhado pelo Dataform a partir desses primeiros dias de campanha – e comparado com as três pesquisas anteriores realizadas neste ano – revela que a situação do atual governador é boa, sem sobressaltos ou migração de eleitores. O crescimento de João Alves, um pouco superior a margem de erro, mostra que os eleitores agora sabem que ele será candidato, até porque até o dia 30 de junho (último dia para a realização de convenções), não havia essa confirmação oficial.

A única explicação é esta já que o candidato demista ainda não está em campanha, diferentemente de seu opositor, o governador Marcelo Déda, que tem realizado carreatas, eventos de adesão e tem viajado pelo interior, além de já possuir site e material de divulgação nas ruas. A campanha de João ainda engatinha. Está presa às articulações de bastidores.

Com o início da propaganda partidária obrigatória na TV e no rádio e com a realização dos debates, a tendência é de que de Déda tenha melhor desempenho do que João. Reconhecido até pela oposição, o discurso do petista é mais convincente do que o do demista. Déda sempre se saiu melhor do que João em frente às câmeras.

Mas como tenho reiterado em todos os posts que produzo para este blog, a política é dinâmica e na disputa eleitoral tudo é possível. As deficiências da atual administração podem minar o projeto de reeleição de Déda, mas não há, no entanto, força no discurso do candidato demista que já governou Sergipe por três vezes, sendo a última experiência a mais problemática. Ou seja, o eleitor terá que decidir para quem dar mais uma chance. Uma segunda para Déda ou uma quarta para João. Geralmente, novas chances só são dadas uma vez.

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