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Com R$ 10 mi pra campanha, João promete fim da miséria; Déda, com R$ 6 mi, quer mais mudanças

Agora é oficial: em Sergipe, são sete os candidatos ao Governo. Para o Senado, a disputa é semelhante: 14 candidatos pleiteiam duas vagas. Para os cargos proporcionais, são 138 nomes disputando as 24 cadeiras da Assembleia Legislativa e 64 candidatos concorrendo às oito vagas da Câmara Federal. Este é o panorama das eleições em Sergipe, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral - TRE. O prazo para registro das candidaturas se encerrou no último dia 5. Ao todo, 1.425.973 eleitores sergipanos irão às urnas no dia 3 de outubro dar, ou não, um voto para alguns destes candidatos.

Dos sete candidatos a governador, apenas dois concorrem ao pleito em coligações. Não por acaso, são os nomes mais competitivos e com reais chances de vitória: o atual governador Marcelo Déda (que encabeça a coligação "Para Sergipe continuar seguindo em frente", formada pelo PT, PMDB, PSC, PRB, PSB, PDT, PSL, PR, PTC e PC do B) e o ex-governador João Alves Filho (que lidera a coligação "Governador de verdade", formada pelo DEM, PPS, PP, PTN, PMN, PHS, PSDB e PV).

Os demais candidatos entraram na disputa com candidaturas isoladas. Neste perfil se encaixam Pastor Arivaldo José, PSDC; professora Avilete Cruz, PSOL; Henrique do Grupo Mexa-se, PRTB; Leonardo Dias, PCB, e Vera Lúcia, PSTU. Juntos, os sete candidatos ao Governo pretendem gastar 18,7 milhões na campanha.

JOÃO R$ 10 MI, DÉDA R$ 6 MI
O campeão em gastos, de acordo com a previsão feita em dados do TRE, é João Alves Filho, DEM, cuja campanha deve custar R$ 10 milhões. Candidato à reeleição, Marcelo Déda, PT, espera gastar R$ 6 milhões. Na casa dos milhões aparece ainda o pastor Arivaldo José, que prevê um custo total de exatos R$ 2 milhões com a campanha. Henrique do Grupo Mexa-se deverá gastar R$ 500 mil, e Vera Lúcia, R$ 150 mil. Os mais modestos são a professora Avilete - que prevê o teto de custo de sua campanha em R$ 50 mil - e Leonardo Dias - os gastos dele são de apenas R$ 20 mil.

DECLARAÇÃO DE BENS
Marcelo Déda declarou R$ 555,7 mil em bens - o mais representativo é um apartamento no bairro Jardins, que custa R$ 444 milhões. João Alves Filho tem um patrimônio maior: pouco mais de R$ 1 milhão, sendo metade disso em crédito da empresa Habitacional. A declaração da professora Avilete soma R$ 205 mil, com uma casa no bairro Inácio Barbosa, como o bem mais representativo. Leonardo Dias tem um patrimônio de R$ 80 mil. Os outros três candidatos disseram não possuir nenhum bem.

PROPOSTAS
Quando o assunto é a proposta de Governo, caso sejam eleitos, Marcelo Déda se destaca com o projeto mais completo - ou pelo menos mais extenso. Em pouco mais de 50 páginas, o candidato do PT apresenta os resultados de seu Governo e propõe, em linhas gerais, o aprimoramento dos programas que estão em execução.

Com o foco voltado para o desenvolvimento territorial, infraestrutura e geração de empregos, o programa de um possível novo mandato de Déda se apoia na premissa "Crescer para Sergipe, Crescendo com Sergipe". Investimentos em Turismo (o foco é a Copa de 2014), ensino técnico (implantação de quatro escolas técnicas) e Segurança (construção de dois presídios) também são citados.

No programa de Governo de João Alves Filho, a prioridade é a erradicação da miséria. "Não se trata de acabar com a pobreza, mas sim de criar todas as condições de infraestrutura necessárias para acabar de vez com as condições sub-humanas em que vive grande parte da população sergipana", diz o documento entregue pelo candidato ao TRE.

A partir disso, o plano de Governo defende a extinção das casas de taipa e das favelas em Aracaju, e estabelece como prioridade a instalação de sistemas de distribuição de água e de energia elétrica em 100% das residências sergipanas. Revitalização da rede hospitalar, reimplantação do programa Pró-Mulher e instalação de escolas de ensino fundamental e médio de tempo integral em todos os municípios sergipanos compõem o projeto do democrata.

A professora Avilete, PSOL, defende um 'programa socialista anticrise contra as demissões e a troca de direitos por emprego, a favor da redução da jornada de trabalho sem redução de salário, do aumento do seguro desemprego, da reestatização das empresas privatizadas, pela abertura das contas das empresas que querem demitir, pelo aumento do serviço público e pelo cumprimento dos acordos com o funcionalismo'.

Arivaldo José enviou um programa de Governo para o TRE com dados incorretos, onde se percebe que as propostas já foram utilizadas por um candidato ao Governo do Espírito Santo, pois em vários momentos o projeto dele faz referência ao Estado capixaba. O candidato Henrique do Grupo Mexa-se é por demais simplista e tem como propostas a criação de uma escola de zabumbeiro, triangueiro e sanfoneiro; criação de fábricas de reciclagem de lixo; criação de hortas comunitárias e construção de creches.

O programa de Governo do candidato Leonardo Dias disponibilizado pelo TRE está incompleto e no registro da candidata Vera Lúcia não há informações sobre propostas de uma possível gestão do PSTU.

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