terça-feira, 8 de junho de 2010

Dilma e Serra em Minas Gerais: quem sairá vencedor?

Acordo entre PT e PMDB pró-candidatura de Hélio Costa favorece Dilma e colocará em xeque força de Aécio Neves no Estado

Esse encaminhamento eu não esperava. O PT e o PMDB de Minas Gerais acertaram o ponto e vão marchar juntos nas eleições pró-Dilma. O PT abriu mão da candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, que será candidato ao Senado.

Para a vaga de governador vai para a disputa o senador e ex-ministro das Comunicações, Hélio Costa, que lidera as pesquisas de intenção de voto no segundo maior colégio eleitoral do país.

Lá, o candidato do PMDB terá como principal adversário o atual governador Antônio Anastasia, do PSDB. Anastasia é o poste de Aécio Neves, que não aceitou ser o candidato a vice-presidente de Serra.

Com esta definição, o meio de campo está ainda mais embolado. Tanto o PSDB como o PT entendem que a vitória de Dilma ou de Serra sairá de Minas Gerais, onde mais de 14 milhões de eleitores (10% do total) serão decisivos.

Norte e Nordeste devem dar a vitória a Dilma e o Sul e o Sudeste a Serra. Os analistas entendem que caberá aos eleitores de Minas Gerais os votos definidores do pleito de outubro.

A aliança entre PT e PMDB se concretizou após muita discussão. Disso dependia o apoio do PMDB à candidatura de Dilma Rousseff. “Estando juntos, nós temos a certeza de que podemos, praticamente, garantir uma vitória de nossa candidata a presidente, Dilma Rousseff, que estará em nosso palanque junto com o presidente Lula”, afirmou Hélio Costa.

O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) disputará o Senado. “Esse processo de debate está encerrado. Nós acabamos de anunciar a chapa. Essa é a chapa da unidade PMDB e PT em Minas Gerais. È a chapa que responde ao acordo nacional”, resumiu.

“É uma chapa com perspectiva de vitória real. Sabemos que não será uma eleição fácil, será uma eleição muito disputada em Minas Gerais. Mas é uma chapa com condições de eleger o governador, com condições de eleger um senador, e com condições de dar uma vitória expressiva para a companheira Dilma Rousseff em Minas”, afirmou o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra.

“Vocês sabem que a questão de Minas Gerais ganhou uma simbologia muito grande. A tendência, mais ou menos, era essa: se a aliança de Minas Gerais se concretizasse, haverá tanto uma vitória em Minas; como aumenta a possibilidade de vitória na área nacional. Se não se concretizasse, a tendência seria dizer que não haveria aliança entre PT e PMDB”, explicou o presidente da Câmara e apontado como vice na chapa encabeçada por Dilma, Michel Temer, do PMDB.

Com informação do Congresso em Foco e da Folha.com

Um comentário:

AD disse...

gosto de sua análise objetiva. Quem sabe eu comece a me interessar pelos meandros da política.

Abração.