segunda-feira, 3 de maio de 2010

Os questionamentos das chuvas

A chuva está recomeçando em Sergipe. Espero que seja por um tempo curto, pois o Estado não está em condições de receber novos temporais. O Governo não conseguiu do presidente Lula todo o dinheiro que pleiteou e as famílias que tiveram que sair de suas casas no mês passado permanecem abrigadas em escolas, em condições nada confortáveis.

De acordo com reportagem do Portal Infonet, a chuva deve durar toda a semana, mas não com o volume excessivo de abril. Ainda assim, a situação de Sergipe não é boa, pois junho deve trazer mais temporais e a situação de caos do mês passado deve se repetir (veja vídeo de matéria da Tv Sergipe).Infelizmente.

Falta ao Governo de Sergipe e às prefeituras da Grande Aracaju um projeto de reforma estrutural da região metropolitana. Um projeto ambicioso, mas que determine mudanças na forma de se abrir vias, de se alargar canais e de se proibir novas construções em áreas impróprias.

Esta é uma questão que deve ser analisada e trabalhada durante os 12 meses de cada um dos quatro anos do mandato de um prefeito ou do governador. Mas não se restringe a Marcelo Déda e nem a Edvaldo Nogueira, Alex Rocha, Fábio Henrique e Gilson dos Anjos. É uma responsabilidade de todos os líderes políticos, independente de partido ou mandato.

Para não repetir o discurso do post do mês passado, prefiro encerrar este comentário com a seguinte indagação: “Quando é que os políticos levarão a sério às comunidades de baixa renda? Quando é que os candidatos farão promessas (durante a campanha) para os moradores do Coqueiral, do Santa Maria, da Zona de Expansão e dos bairros mais periféricos da capital e as cumprirão durante o mandato? Quando?”

Relembre o caos:

Chuva deixa mais de 2,6 mil fora de casa em Sergipe

17 cidades afetadas pelas chuvas em Sergipe

Chuvas fazem primeira vítima: mulher morre de infarto ao ver casa inundada

Chuvas causam transtornos em Aracaju (SE)

Foto: Portal Infonet

Um comentário:

Diógenes disse...

É ridículo ver o caminho que Aracaju toma. Bastou que chovesse por, sei lá, duas horas, e a cidade esteve perto do caos: ônibus atrasados e cheios, taxis idem e ruas alagadas como se a água tivesse caído por um dia inteiro. São essas coisas que me irritam: de um lado, um bairrismo exagerado; do outro, um descaso total; no meio disso tudo estamos nós, passivos, esperando que isso aqui ganhe problemas dignos de metrople e, seguindo tal exemplo, como soluções invisíveis.